Olinda Tupinambá é uma multiartista baiana de origem Tupinambá e Pataxó Hãhãhãe, atuando entre o cinema, a performance, a curadoria, o jornalismo e o ativismo ambiental. Sua pesquisa artística investiga as relações entre corpo, território, ancestralidade e natureza, articulando questões ambientais e reflexões sobre os contextos colonial e pós-colonial. Tendo o corpo como elemento central e político de sua obra, Olinda constrói performances e imagens marcadas pela transmutação, evocando outros mundos possíveis e tensionando as relações entre povos indígenas e sociedade não indígena. Em seus trabalhos, revisita elementos ligados aos rituais antropofágicos Tupinambá, deslocando narrativas historicamente construídas pelo olhar colonial. Em 2024, participou da 60ª Bienal de Veneza como uma das artistas convidadas do Pavilhão Hãhãwpuá, Pavilhão do Brasil e, no mesmo ano, foi indicada ao Prêmio Pipa 2024. Em 2025 teve sua obra Marulho selecionada para o prêmio The Galleery.
Alek Lean é pedagogo com aperfeiçoamento em Educação Midiática, produtor, roteirista e cineasta, com passagens formativas pelo Centro Afro Carioca de Cinema Zózimo Bulbul e pela Escola de Cinema Darcy Ribeiro. Seus filmes foram exibidos em mais de 40 países, com dezenas de premiações em festivais de cinema. Criador do coletivo Experimental Filmes com foco nas questões periféricas, ambientais, LGBTQIAPN+, negritude e direitos humanos. Vencedor do Prêmio FLIDAM Orgulho da Diáspora Africana (2022), Prêmio Pretas Potências na categoria Audiovisual (2023) além de seis premiações de melhor roteiro, entre elas Prêmio Especial da Crítica. Ainda em 2023 ministrou aulas com a temática “O Corpo Negro LGBTQ+ no cinema brasileiro” no Curso de Cinema Antirracista. Em 2024, foi selecionado para o AfroLab MARVEL Virtual (parceria da Disney Company Brasil e Instituto Feira Preta) e idealizou um projeto afrofuturista de videoarte e arte digital. Foi curador do Festival Internacional de Cinema de Curta-Metragem do Rio de Janeiro Cine Curtas Lapa, Black Queer Festival Internacional de Cinema Negro Indígena e da Mostra SESI de Cinema de Esporte e Lazer.
Isadora Tiemi é mestre e doutoranda pelo Programa de Pós-Graduação em Comunicação da UFMS. Graduada em Audiovisual, possui ampla experiência em produção audiovisual, coordenação de projetos culturais e atuação em obras contempladas por leis de incentivo. Integrou a equipe do Museu da Imagem e do Som de MS, trabalhando com acervos históricos e eventos culturais. Fundou e coordenou o cineclube SapaCine. Atua como pesquisadora, montadora e editora audiovisual, além de desenvolver experiências em formação na área do cinema e audiovisual.
Quézia Lopes é cineasta, arte-educadora, mestre e pesquisadora em cinemas negros. Diretora, roteirista e produtora. Produtora executiva da série documental "Tem Saída?" (Encantamento Filmes, 2026), para a Tv Pública EBC. Em 2023, lançou o documentário transmídia "Corpos Invisíveis", seu primeiro longa como roteirista e diretora; que estreou em 2023 no 25° Festival do Rio (RJ) e no 16° LABRFF - Los Angeles Brazilian Film Festival, em Los Angeles (EUA). No LABRFF (2023), recebeu menção honrosa na categoria documentário, Special Recognition Documentary; no LANAFF - Latino and Native American Film Festival 2024 (EUA), o Prêmio de Melhor Documentário em Longa-metragem e o Prêmio Justiça Ambiental, Social, Econômica e Política; entre outros. Em Madrid (Espanha), realizou a "Exposição Corpos (In)visíveis: entre a dor e a potência", em 2023, na Gallery Spt. Site: https://www.corposinvisiveis.com.br/ | Rede social: https://www.instagram.com/quezialopes.cine/
Rosa Caldeira é cineasta trans cria da quebrada de São Paulo, com raízes no norte de Minas e sul da Bahia. Seus filmes foram exibidos e premiados em mais de 40 festivais como Berlinale, Locarno e Havana. É membro da Rede de Talentos Paradiso, Berlinale Talents e Malaga Talents, fundador da APTA e da Maloka Filmes. Formado pela EICTV, graduado em Sociologia, técnico em elétrica e filho do meio de uma família de 8 irmãos. www.orosacaldeira.com // www.instagram.com/orosacaldeira
Wilq Vicente é realizador audiovisual e pesquisador, mestre pela USP e doutor pela UFABC. Atua como curador de mostras e festivais voltados ao cinema popular e periférico, incluindo: Mostra Cinema de Quebrada no CCSP (2005), Festival Internacional de Curtas de São Paulo (2008), Mostra Cinema da Quebrada do CINUSP (2014), Júri do Festival Primeiro Plano de Juiz de Fora e Mercocidades (2023), Mostra Jorge Furtado: Tudo isso aconteceu, mais ou menos no (2024), Cinema de Periferia (2025), Festival Visões Periféricas (2026) e do Festival Internacional Goitacá de Cinema (2026). Escreveu artigos sobre as narrativas audiovisuais das periferias e organizou os livros "Quebrada? Cinema, vídeo e lutas sociais" (2014) e "Jorge Furtado: Tudo isso aconteceu, mais ou menos" (2024), ambos pela coleção CINUSP. É autor do livro: Cinema de Periferia: Narrativas do século 21 (2025) pela Editora Funilaria.